domingo, 6 de junho de 2010

A pena se multiplica quando os filhos nascem detrás das grades



DRAMA, DILEMA e SOFRIMENTO>Essas são as palavras que definem o cotidiano das detentas gestantes/mães do Presídio Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, em Itaitinga-CE.

Grades servem como escudos para privar a liberdade de quem infrigiu a lei, mulheres divididas por grupos e alas, agentes penitenciários vestidos de pretos e com botas brilhantes colaboraram no processo de socialização de detentas, departamentos distribuídos ao longo de um prédio, impossível passar por um e não interagir, esses vão desde padarias, oficinas de artesanatos, confecções, pequena indústia de desinfetante e água sanitária, centro de convivência, escola e o imaginável dentro de um presídio, uma creche. Tudo isso servem como cenários de um teatro da vida real.

O Instituto Penitenciário Feminino Auri Moura Costa (IPF) no município de Itaitinga-CE, é um palco onde são apresentadas muitas histórias de vidas surpreendentes e acima de tudo reais. No roteiro desse drama é apresentado algo semelhante entre todos os personagens: a solidão em ficar longe da família por meses, algumas por anos e outras mais de uma década.

No presídio onde as detentas passam por vários cenários um deles chama mais atenção. Com paredes decoradas com personagens infantís, as vogais feitas de E.V.A se destacam em um lado da parede e os numerais desfilam no outro. A frase escrita " Seja Bem Vindo" também contribue para a caracterização desse cenário. Berços, choros de bebês, fraldas estendidas nos varais dos corredores e as mães. A creche do IPF acompanha o dilema da separação de mãe e filho, pois existem detentas que já chegam ao presídio gestante, semelhança em todos os casos, os pais das crianças também infrigiram as leis. As crianças não têm culpa se um dia sua gestora tentou ou burlou as leis.

O acompanhamento das mães com seus filhos é garatido, são elas que cuidam da higiene pessoal dos bebês, brincam, amamentam e colocam para dormir. A alegria é visivel nos olhos das mães que estão detrás das grades. Mas passados seis meses é que vem á tona o drama da separação.

Os bebês são entregues para as familias das detentas, o drama se agrava quando as famílias não aceitam os bebês e eles são encamilnhadas para um abrigo público. Lá eles crescem longe do acochego da mãe e se um dia eles poderão revê-las, isso só o destino e o tempo sabem.

Esse será o assunto da primeira série de reportagem do !NFORblog!

Por_ Miguel Anderson Costa
Fotos_ Esdras

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